quinta-feira, 24 de março de 2011

Curso de Capacitação de Agentes Multiplicadores na Prevenção ao Uso de Drogas

A Delegacia Seccional de Polícia de Adamantina, 59ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Câmara Municipal de Adamantina e as Faculdades Adamantinenses Integradas têm a honra de convidá-lo para participar do Curso de Capacitação de Agentes Multiplicadores na Prevenção ao Uso de Drogas.
Data: no período de 04 a 08 de abril de 2011.
Horário: das 08h00min às 12h00min.
Local: Auditório "Miguel Reale" das Faculdades Adamantinenses Integradas - FAI - Campus II - Avenida Francisco Bellusci nº1.000 - Adamantina - SP.
Público alvo: além de profissionais da área da segurança pública, saúde, magistério, profissionais liberais e pais, o curso é de interesse de toda a comunidade já que a droga é um problema mundial.
Apoio: Loja Maçônica Estrela, Lions Clube e Robary Clube de Adamantina.

O curso será ministrado por uma equipe especializada da Divisão de Prevenção e Educação- DIPE do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos - DENARC, da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO

DIA 04/04 - SEGUNDA-FEIRA
08h00 Dr. Reinaldo Corrêa
“Drogas no Cotidiano”
09h30min Intervalo: Café
09h50min Dra. Tatiana R. Grutila e Analberto R. Corrêa
“Drogas: Mecanismos de Ação e Reação no Organismo”
12h00 Término das atividades do dia.
--------------------------------------------------------
DIA 05/04 - TERÇA-FEIRA
08h00 Laércio Rezende
“Legislação sobre Drogas”
09h30min Intervalo: Café
09h50min Regina Ribeiro Neves
“Prevenção ao uso de Álcool e Drogas no ambiente de trabalho”
12h00 Término das atividades do dia.
--------------------------------------------------------
DIA 06/04 - QUARTA-FEIRA
08h00 Luisa Catarina Sacramento e Marisa Antonia Pinto
“Métodos de Abordagens Terapêuticas utilizados na Prevenção/ Tratamento”
09h30min Intervalo: Café
09h50min Luisa Catarina Sacramento e Marisa Antonia Pinto (continuação)
Métodos de Abordagens Terapêuticas utilizados na Prevenção/ Tratamento
12h00 Término das atividades do dia.
--------------------------------------------------------
DIA 07/04– QUINTA-FEIRA
08h00 Alexandre Prado Avilez
“Métodos de Abordagens Preventivas para Jovens e Adolescentes”
09h30min Intervalo: Café
09h50min Alexandre Prado Avilez (continuação)
“Métodos de Abordagens Preventivas para Jovens e Adolescentes”
12h00 Término das atividades do dia.
--------------------------------------------------------
DIA 08/04 - SEXTA-FEIRA
08h00 Marcio Rodrigues
“A Responsabilidade dos Pais com os Filhos”
09h30min Intervalo: Café
09h50min Marcio Rodrigues (continuação)
A Responsabilidade dos Pais com os Filhos”
12h00 Término das atividades do dia.
-------------------------------------------------------
 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Polícia Civil de Dracena deflagra “Operação Cowboy” e prende 14 pessoas

Sob a orientação e coordenação da Delegacia Seccional de Polícia de Dracena, com o apoio do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo - interior (DEINTER 8), de Presidente Prudente, policiais civis da região realizaram nesta segunda-feira (21), a “Operação Cowboy” deflagrada às 05:00 hs, numa ação rápida do efetivo envolvido.
Há aproximadamente 7 meses, um intenso trabalho de inteligência policial teve início na região de Dracena, englobando os municípios de Junqueirópolis a Panorama, com desdobramentos em outras regiões do Estado.
Num autêntico trabalho de polícia judiciária e de inteligência policial, os delegados de polícia envolvidos na operação, representaram aos juízos competentes e obtiveram para cumprimento, 17 mandados de prisão temporária com prazos de 30 dias, cujo cumprimento resultou na prisão de 11 homens e 3 mulheres, totalizando 14 pessoas presas. Três outras mulheres continuam sendo procuradas.
Da mesma forma, 17 mandados de busca e apreensão foram expedidos, resultando na apreensão de diversos objetos como aparelhos eletrônicos de som, DVD, microondas e outros, sem a devida comprovação de origem legal.
Durante o período dos trabalhos de inteligência policial, que antecederam à “Operação Cowboy”, drogas foram apreendidas. A grande operação de combate e repressão ao tráfico de entorpecentes prendeu os maiores traficantes da região e mostrou que, mesmo de dentro de estabelecimentos prisionais, eles comandavam o tráfico regional.
A operação mobilizou 67 policiais civis da região do Deinter 8 de Presidente Prudente e a “Operação Cowboy” mostrou a eficácia da Polícia Civil no combate ao crime organizado.
Fonte: Delegacia Seccional de Dracena

sábado, 19 de março de 2011

Governo de São Paulo reestrutura polícia e fecha delegacias

O governo de São Paulo deu início a um pacote de mudanças na estrutura da segurança pública no Estado que deve afetar praticamente todas as 645 cidades paulistas e a forma de trabalhar das duas polícias estaduais.


Fechamento de delegacias causa protesto no interior

Segundo reportagem de Rogério Pagnan e Venceslau Borlina Filho publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL), a "reengenharia" do governo prevê o fechamento de delegacias nas cidades com menos de 10 mil habitantes e a aglutinação de distritos nas cidades de maior porte, o que inclui a capital.
Nas cidades pequenas, 43% dos municípios paulistas, a PM vai registrar boletins de casos de menor gravidade --que dispensam ação imediata dos investigadores. Policiais civis que ficarão nas grandes cidades serão acionados quando houver crimes mais graves, como homicídios e flagrantes.
Com o fechamento de pelo menos 96 delegacias no interior, 279 cidades ficarão sem unidades da Polícia Civil. O governo quer completar as mudanças até o final do ano. "Há cidades que registram 80 ocorrências num ano", disse o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima. "Isso não significa que elas deixarão de ser prestigiadas."

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/890509-governo-de-sao-paulo-reestrutura-policia-e-fecha-delegacias.shtml

segunda-feira, 14 de março de 2011

Manifesto de um Delegado de Polícia


Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo carioca os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.
Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública.
Isto significa que as Polícias Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre têm qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.
Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento.
Estes por sua vez, indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez, são também afastados de seus cargos por qualquer motivo.
Digo, por tanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional, o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função.
Este é o primeiro indício de como a nossa Lei trata a Polícia. Se a Polícia é política quem investiga os políticos?
Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas?
E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, dando-nos a sensação de segurança.
Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que, por sua vez, os levará ao Juiz de Direito que os julgará, absolvendo ou condenando?
Então, por que nossos g overnadores compram viaturas caracterizadas para a sua polícia investigativa? Então, por que mandam a Polícia Civil patrulhar as ruas e não investigar crimes?
Parece piada de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade.
Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da Política e a Polícia Civil é absolutamente dependente?
Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal, juntamente com o Judiciário e o Ministério Público.
Se os Delegados de Polícia têm essa tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores, que são políticos?
Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.
Assim, quero dizer que o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do Poder Executivo.
Tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente. É por isso que os americanos criaram agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.
Em segundo lugar, fique você sabendo que os policiais civis e militares ganham um salário famélico.
Você arriscaria sua vida por um salário de fome?
Que tipo de qualidade e competência têm esses policiais?
Se a segurança pública é tão importante, por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos, tais quais são os dos Agentes Federais? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós, para que teria dinheiro?
Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que são absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos.
Estes trabalham em no mínimo três "bicos" ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.
De qual dessas categorias você gostou mais?
Parece que com esses salários, nossos governantes, há tempos, fomentam a existência das primeira e segunda categorias.
É isto o que você quer para sua cidade? - Mas é isso que nós temos! É a realidade mais pura e cristalina!
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos. Mas então, o que fazer?
Devemos adotar uma política de segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu chefe eleito por uma lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público.
A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
O salário dos policiais deverá ser imediatamente triplicado e organizado um sério pl ano de carreira.
Digo sempre que se a população soubesse qual a importância do salário para quem exerce a função policial, haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem?
Será que ele vai aceitar um "cafezinho" para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas? Será que não é por isso também que não temos segurança?
Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e, consequentemente, não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser.
Fiquem sabendo que a "indústria da segurança privada" se tornará pública, como deve ser.
Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais, não deseja segurança pública e sim, segurança para quem pode pagar.
Desafio à comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma POL ÍTICA DE SEGURANÇA realmente séria e não hipócrita, como é a que estamos assistindo Brasil afora.

AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO.
Façam um favor ao Estado do Rio de Janeiro, enviem para todas as pessoas que conhecerem.


Bel. TARCÍSIO ANDRÉAS JANSEN 
Delegado de Polícia lotado na Delegacia Anti-Sequestro
fonte: http://aqueimaroupa.com.br/?p=18173

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher


8 de março é dia da mulher
As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.
Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.
fonte: http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/mulher.htm



domingo, 6 de março de 2011

Morte da menina Lavinia lembra o caso da Fera da Penha

Aline Couto - Extra Online

Lavínia Azeredo de Oliveira - foto: álbum de família
O caso da menina Lavínia, morta em Caxias, faz lembrar de outro assassinato, cometido em circunstâncias muito parecidas. Quem não se recorda da Fera da Penha?
Neide Maria Lopes, então com 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo em uma estação de trem. Neide trabalhava como comerciária e era solteira. O envolvimento amoroso aconteceu e eles logo se tornaram namorados. O que a jovem não sabia é que Antônio era casado e pai de duas filhas.
Furiosa por ter sido enganada, Neide decidiu se vingar. Arquitetou um plano e se aproximou da mulher de Antônio, Nilza, e fingiu ser sua amiga para ganhar sua confiança. Ela passou a frequentar a casa e conheceu Tania, a filha mais velha do casal, com apenas quatro anos de idade. Neide então decidiu que a criança seria morta.
No dia 30 de junho de 1960, Neide telefonou para a escola onde a garotinha estudava, fingiu ser Nilza e avisou que uma vizinha iria buscar a pequena. Neide encontrou Tania na porta do colégio e passou a andar com a menina por horas pelo bairro da Penha, no subúrbio do Rio de Janeiro.
Ao cair a noite, Neide levou a menina para um matadouro de animais que funcionava na localidade, deu-lhe um tiro à queima-roupa e colocou fogo em seu corpo, fugindo em seguida.
Dias depois Neide foi presa, mas não confessou o crime à polícia, mesmo sendo interrogada por cerca de 12 horas. Ela só admitiu o assassinato em uma entrevista ao radialista Saulo Gomes. Neide foi condenada a 33 anos de prisão, mas saiu após cumprir 15, por conta de seu bom comportamento.
O local onde Tania foi assassinada virou ponto de peregrinação por muito tempo e a menina chegou a ser tratada como santa. O caso teve uma grande repercussão em todo país e é muito lembrado até hoje por causa dos requintes de crueldade e pela premeditação do crime.
Desde que foi solta, Neide passou a morar na Zona Norte do Rio e não aceita dar entrevistas.
fonte: http://extra.globo.com/casos-de-policia/morte-da-meninalavinia-lembra-caso-da-fera-da-penha-1195855.html

sábado, 5 de março de 2011

Polícia Civil prende acusado de assaltar prefeito de Sagres

DIG de Adamantina participu das investigações

Natália Bachi - Da redação

Após um extenso trabalho de investigação, a Polícia Civil de Sagres, com o apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Adamantina e policiais civis de Osvaldo Cruz, prenderam na terça-feira (1), P.R.S., de Osvaldo Cruz, acusado de ser um dos assaltantes que roubou a casa do prefeito de Sagres, Gilmar Rodrigues da Silva Júnior, popularmente conhecido por Juninho, na noite de sexta-feira (25).
Na terça-feira os policiais cumpriram mandado de busca domiciliar na residência do acusado, onde encontraram uma carteira do indivíduo que foi preso em flagrante no dia dos fatos, o que reforçou ainda mais sua participação no crime.
Segundo os delegados responsáveis pela investigação, Carlos Vasconcelos e Luiz Ferraz, P.R.S. confessou sua participação no roubo, mas alegou que perdeu o dinheiro roubado ainda na fuga.
De acordo com a polícia, o acusado já era conhecido nos meios policiais, razão pela qual levou as referidas autoridades policiais a representarem por sua prisão temporária. A polícia afirma ainda que a prisão do terceiro suspeito deverá ser feita em breve.

O crime

Na noite de sexta-feira (25), dois indivíduos encapuzados entraram na casa, renderam o prefeito e pediram dinheiro. Levaram R$ 3,4 mil, uma bolsa e um notebook e fugiram. Não houve violência física contra a vítima.
O azar dos ladrões foi quando alguém viu os bandidos em atitude suspeita e chamaram a polícia. Com a aproximação dos policiais os assaltantes pularam um muro e deixaram para trás a bolsa e o notebook. Na bolsa havia um revólver calibre 32.
Na vicinal Ademir Piva um rapaz foi detido. Segundo informações, ele estava molhado e tinha escoriações pelo corpo. O rapaz não soube explicar o que fazia naquele local e entrou em contradição. Detido, submetido a revista pessoal, os policiais encontraram com ele uma luva. Na delegacia ele confessou ser um dos dois assaltantes da casa do prefeito.
fonte: Adamantina em Pauta

sexta-feira, 4 de março de 2011

Policiais paulistas migram por salários

Por.:Aloísio de Toledo César
Desenbargador Aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
 
Agrava-se no Estado de São Paulo o clima de desânimo na Polícia Civil, sobretudo entre delegados de polícia, em decorrência dos vencimentos e das condições de trabalho inferiores em relação aos congêneres de outros Estados e da própria Polícia Federal.
O resultado dessa atmosfera pessimista pode ser medido pela crescente migração de policiais paulistas, aprovados em concurso, para trabalhar nos outros Estados, onde os vencimentos são bem maiores. Não são só os delegados que se inclinam pela migração: também escrivães e investigadores fazem o mesmo.
O risco deste fenômeno é a perda de cérebros e de profissionais experientes numa área bastante sensível da vida de todos nós. Neste momento, por exemplo, 18 mil advogados de todo o Brasil estão inscritos no concurso em realização pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para o preenchimento de aproximadamente 100 vagas de juiz, com vencimentos iniciais em torno de R$ 17 mil.
Esse enorme interesse dos advogados pela magistratura paulista, que permite a seleção de pessoas qualificadas, decorre, é claro, de vencimentos atraentes e das condições de trabalho. Mas com a Polícia Civil paulista, em especial relativamente aos delegados de polícia, ocorre o contrário.
Com a realização do último concurso em São Paulo, foram aprovados 180 novos delegados de polícia, porém, entre eles, 31 já se exoneraram do cargo para atuar em outros Estados, que remuneram mais adequadamente a atividade.
Não só os novos delegados de polícia, mas também os mais antigos na carreira, passaram a se inscrever em concursos programados nos outros Estados do País e deixam entrever que a migração, lamentavelmente, terá continuidade.
As consequências se refletem diretamente no policiamento e na segurança do mais populoso e mais rico Estado brasileiro. Basta ver, por exemplo, que 31% dos municípios paulistas se encontram sem delegados, ou seja, com as delegacias vazias ou ocupadas tão somente um ou dois dias por semana por algum delegado que acumula o encargo sem nenhuma vantagem pessoal.
O mais preocupante é que o preenchimento das vagas de delegado e de outros policiais civis, decorrentes dessas migrações e das aposentadorias naturais, demora no mínimo dois anos. Se um delegado ou escrivão migra ou se aposenta, não há substituto e a função que vinha exercendo permanecerá em aberto, num cenário que se agrava, sem a menor perspectiva de solução.
Mais grave de tudo é que os vencimentos dos delegados paulistas, com o líquido abaixo de R$ 4 mil, fazem com que muitos deles se sintam humilhados e desprestigiados, uma vez que continuam a ser os salários mais baixos do País. A circunstância de o Estado mais rico pagar o pior salário é vista como afronta e como desprezo à atividade, como se ela tivesse reduzida importância.
Em verdade, aqui já se disse isto e é a pura verdade: mesmo Estados de reconhecida pobreza, como Maranhão e Piauí, remuneram seus delegados com importâncias bem mais elevadas. Isso para não falar da Polícia Federal, em que os delegados recebem aproximadamente R$ 17 mil por mês no início de carreira, para o exercício de atividades similares.
Sem nenhuma dúvida, viu-se que a elevação dos vencimentos federais a esse patamar conferiu nova dimensão àquela polícia, que se mostra muito mais eficaz, embora com o grave comportamento de muitas vezes preferir o espetáculo e a aparição na mídia.
A corrupção de que se tem notícia em muitas delegacias de polícia no Estado de São Paulo não se justifica em hipótese alguma, mas, sem dúvida, os baixos vencimentos ajudam a compreender por que ela ocorre. Os policiais civis, além do risco de vida, convivem no combate ao crime com a escória da sociedade, verificando-se muitas vezes ser tênue, bastante tênue, a linha divisória entre uma atividade e a outra. Aí mora a tentação do abismo.
É evidente que a população do Estado de São Paulo deseja e merece uma polícia muitas vezes melhor. Mas, em virtude das frequentes notícias envolvendo a reputação de policiais civis, os esforços para a melhoria de condições de trabalho e de vencimentos esbarram em dificuldades políticas difíceis de superar.
Uma das principais reivindicações dos delegados de polícia, por exemplo, é a aprovação de um projeto de reestruturação da carreira que tramita pela Assembleia Legislativa do Estado há mais de dez anos sem nenhuma solução. O projeto, se aprovado, reduziria de 14 para 7 as carreiras policiais, criando o ambiente profissional melhor que a classe deseja.
Os delegados, no entanto, têm uma lamentável fragilidade associativa. Não conseguem se unir e dirigir esforços no mesmo sentido, de tal forma que esbarram sempre em dificuldades políticas e em ambições pessoais dentro da carreira.
Nos dias presentes, cresce o clima de tensão da Polícia Civil em relação ao Palácio dos Bandeirantes, tendo em vista a frustração pós-eleitoral de expectativas. Entre os delegados, não há esperança de que o novo governo pretenda constituir uma Polícia Civil melhor e que a aparelhe mais adequadamente. Pelo andar da carruagem, dizem, as prioridades não os alcançam e se refletirão progressivamente na segurança de cada um de nós.
A falta de diálogo cria um clima quase de antagonismo dos delegados em relação ao governador, dando a entender que, se assim se mantiverem as coisas, novos e lamentáveis incidentes poderão se repetir, como a greve de 59 dias em 2008, que levou a um conflito entre policiais civis com militares, bem próximo ao Palácio.

DESEMBARGADOR APOSENTADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.
E-MAIL: aloisio.parana@gmail.com

Fonte.: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110302/not_imp686437,0.php

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como se tratava o estupro em 1833

Veja como era a Lei "nos antigamente" aqui no Brasil
Fac símile da sentença judicial datada de 1833 - Província de Sergipe
Fonte: Instituto Histórico de alagoas

terça-feira, 1 de março de 2011

Servidor vende dados sigilosos de crimes

01/03/2011Servidor vende dados sigilosos de crimesFolha de S.Paulo


Um funcionário do alto escalão da Secretaria de Estado da Segurança Pública de SP vende serviços de consultoria, por meio de uma empresa da qual é sócio, que inclui dados sobre violência que o governo trata como sigilosos.

'Nunca violei informação', diz Kahn

O sociólogo Túlio Kahn é sócio-diretor desde 2005 da Angra Consultoria e Representação Comercial, segundo documentos obtidos pela reportagem. Ele detém 50% da empresa --a outra metade é de André Palatnik.
Desde 2003 Kahn é coordenador da Coordenadoria de Análise e Planejamento, o órgão que concentra todas as informações estatísticas sobre violência. Entre outros dados sigilosos, Kahn inclui em seus relatórios informações como furtos a transeuntes na região metropolitana de Campinas e os bens que são levados com mais frequência nos roubos a condomínio na capital.
As informações sigilosas sobre a criminalidade na Grande Campinas constam de um relatório feito para a Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), autarquia do Estado que auxilia o planejamento na região. Foi a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A), empresa do governo paulista, que contratou a Angra.
O governo pagou a uma empresa privada para obter dados sobre violência que são desse mesmo governo. Os valores dos contratos variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil. Graças aos mapas de Kahn é possível saber em que áreas se concentram os roubos de veículos e os locais onde ocorrem mais roubos a condomínios.
A secretaria se nega desde 2008 a fornecer à reportagem informações similares. A alegação de Kahn para a negativa é que essas informações poderiam gerar alarmismo entre os moradores.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u882513.shtml