quinta-feira, 22 de junho de 2017

Resolução SSP-83, de 19-6-2017

Determina a observância do disposto na Portaria 28-COLOG, de 14-03-2017, do Comandante Logístico do Exército Brasileiro, pelas Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo.

Foto: arquivo pessoal
O Secretário da Segurança Pública, resolve:
Artigo 1º - As Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo deverão observar o contido na Portaria 28-COLOG, de 14-03-2017, do Comandante Logístico do Exército Brasileiro, que deu nova redação a dispositivos da Portaria 51-COLOG, de 8 de setembro de 2015, em especial ao dispositivo no art. 135-A, que autoriza “o transporte de uma arma de porte, do acervo de tiro desportivo, municiada, nos deslocamentos do local de guarda do acervo para os locais de competição e/ou treinamento”.

Artigo 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Imprensa Oficial

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A cada 17 dias um policial se suicida no Estado


imagem: Internet
Alfredo Henrique
O estresse e o contato diário com a violência fizeram com que 228 policiais se suicidassem no Estado de São Paulo entre 2006 e 2016. Considerando o período e o número de casos, é como se um agente tirasse a própria vida a cada 17 dias. Do total de mortes, 182 foram de policiais militares (79,8%) e 46 de policiais civis (20,2%). Os dados são exclusivos do MetrôNews.
Além dos suicídios, 15.787 PMs foram afastados da corporação, durante o período, para se submeter a tratamento psiquiátrico. Isso corresponde a quatro desligamentos diários entre 2006 e 2016. A reportagem não obteve a quantidade de afastamentos da Civil, nem informações sobre tratamentos oferecidos nesta corporação.
O número de PMs que se mataram “não é normal”, como apontou Aurélio Melo, professor do curso de Psicologia e especialista em suicídio da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Os índices são muito altos. É necessário investigar o que a corporação oferece como tratamento e remediação aos policiais. Falando de modo geral, é preciso entender como os PMs são pressionados, sobre as exigências feitas e também as negligências que sofrem”, disse.
Dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, sobre mortes de policiais em confronto, só reforçam o quão grave é a questão do suicídio entre os “profissionais de farda”. No mesmo período (2006-2016), 205 PMs morreram em serviço, quase a mesma quantidade daqueles que tiraram a própria vida. Assim, o suicídio é responsável por quase metade (exatamente 47%) das mortes não naturais entre os PMs. O ato de matar a si mesmo também é frequente entre os policiais civis. Foram 42 suicídios contra 66 mortes no cumprimento do dever.
A quantidade de PMs mortos em ação é maior, pois estão mais expostos a riscos, pelo fato de trabalharem intensamente nas ruas, tendo maior contato com marginais. Já agentes da Civil estão menos sujeitos a confrontos com criminosos – pois atuam na investigação de delitos.

Pressão de todos os lados
Segundo um sargento aposentado da PM, que terá o nome mantido em sigilo a seu pedido, o policial recebe pressão de todos os lados.
A violência testemunhada no cotidiano da profissão, aliada às cobranças do comando da corporação, são fatores apontados pelo sargento como desgastantes. “Não dá para o PM estar em todos os lugares ao mesmo tempo e coibir de forma incisiva a criminalidade. Isso é cobrado pelos comandantes e estressa muito”, revelou.
O ex-sargento acrescentou que a má remuneração, aliada ao desgaste de “fazer bicos” para completar a renda mensal, contribuem para que alguns policiais desenvolvam problemas emocionais.
A PM foi questionada sobre programas de tratamento psiquiátricos e de prevenção oferecidos pela corporação, mas não houve manifestação até a conclusão desta reportagem.

Cultura prejudicial e “mistura” perigosa
O psiquiatra e coordenador do Serviço de Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Teng Chei Tung, afirmou que o nível “altíssimo” de estresse vivido por policiais e o fato de andarem armados são uma combinação perigosa. “A profissão implica em ter porte de arma, que é o elemento mais letal e mais fácil para se consumar um suicídio”, explicou.

Disse ainda que os valores da corporação, como se submeter a uma hierarquia e não demonstrar fraqueza, podem levar ao desenvolvimento de um quadro depressivo. “O abuso de álcool e drogas também pode contribuir para a consumação de um suicídio. A PM precisa oferecer um tratamento psicológico [aos policiais], além de trabalhar as questões sobre a cultura institucional”, recomendou o psiquiatra.
imagem: reprodução
Url da matéria: http://www.metronews.com.br/ultimas/a-cada-17-dias-um-policial-se-suicida-no-estado/

segunda-feira, 12 de junho de 2017

PROGRAMA DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA



PROGRAMA DE GESTÃO DA QUALIDADE
PARA OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA

“PGQ” 

                      O PGQ® é um programa educacional gratuito destinado aos gestores da pasta de segurança pública desenvolvido pela International Police Association - IPA-SP, em parceria com instituições especializadas no tema. O objetivo é a sensibilização dos profissionais de segurança pública para a incessante busca de qualificação pessoal, profissional e conjuntamente o crescimento de sua instituição policial.

                      O programa é desenvolvido mediante o fornecimento de um curso de capacitação na modalidade à distância para 100%[1] do efetivo da corporação, para que a visão desejada seja aplicada uniformemente. As lições são disponibilizadas via e-mail a cada sete dias onde, em 30 dias o Programa estará concluído.
                   
                     Ao término do programa de treinamento, cada policial devidamente inscrito e que conclua as quatro etapas do PGQ®, receberá em seu e-mail o respectivo Certificado de Conclusão, o qual deverá, a critério da autoridade superior, ser publicado em boletim interno ou diário oficial local, demonstrando publicamente o esforço coletivo na busca por processos de melhorias.

                    Poderá também o gestor optar por receber todos os certificados de forma centralizada por e-mail[2], para que possa organizar uma solenidade política de entrega de certificados para todo o seu efetivo, dando maior visibilidade da iniciativa da gestão em melhor trabalhar para toda sociedade.

Estamos ao inteiro dispor para as tratativas de adesão ao PGQ®


Atenciosamente

Jarim Lopes Roseira
Presidente IPA-SP



[1] Para que a instituição possa receber o selo IPA de gestão pela qualidade o gestor deverá capacitar todo o seu efetivo para que haja a garantia da uniformidade da visão e nivelamento interno do conceito de gestão pela qualidade.
[2] Nesta opção o gestor deverá enviar a logomarca da corporação para que seja inserida no certificado também, e se assim o desejar, poderá assinar conjuntamente, mediante envio de assinatura eletrônica.

DELEGADO JOSÉ LEONARDO PEDROSO

HOMENAGEM
Setor de Jogos e Costumes da Delegacia Seccional de Campinas, na década de 70.
Delegados de Polícia José Leonardo Pedroso (sentado), Antônio Carlos de Toledo Neto (à esquerda) e Humberto Barros Franco Filho.
Fonte: Memórias da Polícia Civil de São Paulo

Carlos Alberto Marchi de Queiroz

Soube do passamento do doutor José Leonardo Pedroso pela coluna Falecimentos do Correio Popular, de 12/5, A10. Laconicamente, dizia que morrera em 9 de maio de 2017, que nascera em Tambaú, SP, em 25 de janeiro de 1938 - dia da celebração da conversão de São Paulo - deixando irmãos, filha e duas netas.
 Doutor Pedroso foi uma das autoridades policiais mais íntegras e dinâmicas da Polícia Civil de Campinas. Convivi com ele, como professor da Academia de Polícia e como operacional , em face da  organização, que nos atribuiu  semelhantes missões.
 Atarracado, baixo, forte, explosivo, fumante inveterado, voz tonitruante, personalidade marcante, enxergava através de grossos óculos. Lembrava o político Mário Covas. Sempre me telefonava de Florianópolis, onde gozava do ócio com dignidade. Tratava-me, fraternalmente, de Carlos Alberto.
Num dos telefonemas, no ano retrasado, ainda morando aqui, contou-me delicioso episódio, acontecido dentro de um supermercado perto do Centro de Convivência, no Cambuí. Relatou que, certa manhã, fazendo fila para pagar as compras, percebeu que um jovem, marombado, ofendia, com palavras de baixo calão, a operadora de caixa que, chorando, não conseguia livrar-se do turbulento.
 Aproximou-se, perguntando com voz grave: “O que está acontecendo?”. O folgazão, respondeu: “Cale a boca, velho!!!”. Pedrosão não vacilou. Esfregando a carteira funcional, de cor vermelha, que conservara, como de direito, após a aposentadoria, na cara do malvivente, retrucou, com voz de trovão: “Velho não. Delegado de polícia!!!”
 Agarrando o esbugalhado desordeiro pela gola, convocou os seguranças. Identificando-se, determinou: “Detenham este indivíduo. Chamem a PM!” O brutamontes, pálido, molhou-se, pedindo o relaxamento da custódia.
 Pedroso ordenou: “Peça desculpas à moça, moleque”. Blefou: “Senão, vou levá-lo ao 13º DP  do doutor Rocha, para autuá-lo por desacato”. Arrematou, energicamente: “Só irei relaxar a prisão se pedir desculpas à mocinha.”
Dirigindo-se, carinhosamente, à vítima, perguntou: “Filha, você aceita as desculpas dele?” Diante da anuência da garota, ordenou: “Então, vagabundo, peça desculpas, já!” O indigitado, apavorado, obedeceu. Liberado, desapareceu antes da chegada dos milicianos, logo dispensados pelo delegado aposentado. Contou-me isso, dando gostosas gargalhadas.
José Leonardo Pedroso, cremado em Florianópolis, foi um dos mais destemidos delegados de Campinas. Filho de humilde oleiro em Tambaú, órfão de mãe, foi adotado pelo delegado Ulhoa Canto, em 1944, quando o diretor da 3ª Delegacia Auxiliar, visitando, em inspeção, a cidade do padre Donizetti, encantou-se com aquele menino de 6 anos, que sofria de paralisia infantil.
Levado para São Paulo, o petiz, operado e curado, frequentou colégios. Formando-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em primeiro lugar, foi colocado pelo pai adotivo na Polícia Civil como delegado substituto. Efetivado em 1968, após prestar concurso de provas e títulos, iniciou a carreira em Analândia. Transferido para Piracicaba, veio depois para Campinas, como titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito - Deat.
No início de 1970, chefiou a Delegacia de Jogos, Costumes e Entorpecentes. Nessa ocasião, segundo Antonio Lázaro Constâncio, presidiu o primeiro  flagrante de LSD contra uma socialite  que portava a droga.  Depois, inaugurou o 2º DP, no São Bernardo, como titular. Prendeu o famigerado ladrão Pé Sujo e Luiz Carlos do Valle, romântico assaltante de bancos. Acabou com a prostituição no centro da cidade.
Nessa década, presidiu inquérito contra ex-prefeito, acusado de apropriação dos trilhos dos bondes, desativados anos antes, localizados em Pedregulho, na fazenda do pai, arquivado em juízo. Foi assistente do delegado Amândio Augusto Malheiros Lopes, na Delegacia Seccional e na Delegacia Regional de Polícia, por seus excepcionais dotes intelectuais, morais e jurídicos.
No último ano do governo Montoro, em 1986, e nos sucessivos, de Orestes Quércia, que o detestava, tornou-se o segundo homem na hierarquia da Polícia Civil, trabalhando como chefe de gabinete do delegado-geral Amândio. Depois, foi delegado regional de Piracicaba por seis anos. Perdeu um filho, investigador de polícia, morto no cumprimento do dever. Sofreu muito com a tragédia. Serviu, de novo, ao DGP Jorge Miguel. Tratava de filho os mais jovens  Encerrou a carreira como diretor da Academia de Polícia de Campinas, em 2008, defendendo os Direitos Humanos.
Antes de falecer, telefonou-me pedindo que advogasse para sua esposa, a fim de receber seu pecúlio. Confessou-me que Deus não o amava mais e que dele se esquecera. Deus levou-o há um mês. Pedroso combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé, a exemplo do apóstolo Paulo, em sua Segunda Carta a Timóteo, 2 Tm 4:7.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de Direito e membro da Academia Campinense de Letras.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Alleges drug dealer raided by police while showing off cash in Facebook Live stream

Swat Team threw smoke bomb before descending on the property, neighbour say



An alleged drug dealer filmed himself showing off wads of cash during a live online video stream when his house was raided by police.
Breon Hollings was arrested after officers found a handgun, ammunition, crack cocaine, oxycodone pills and drug paraphernalia in his trailer, according to an arrest report obtained by Action News Jax.
The online video on Facebook Live appears to show the 22-year-old money around while speaking incoherently at the camera. 
Breon Hollings waving money at the camera moments before SWAT team descends on his trailer (Facebook/ Breon Hollings)
He said: “This s*** don’t stop, man. We got [sic] on this s*** man. This [sic] don’t stop man.”
Approximately one minute into the recording, he appears to pause after hearing the officers before looking outside.
One of them can be heard announcing their presence and their search warrant, before neighbours say they hurled smoke grenades into the home before moving in.
Breon Hollings (Jacksonville Police)
Mr Hollings quickly left the room, but was arrested moments later.
The police said the search warrant had been planned for that day and that the video had nothing to do with it.
He has been charged with possession of a weapon or ammunition as a convicted Florida felon, possession of paraphernalia for the manufacture or delivery of drugs, possession of a controlled substance and possession of cocaine.
Facebook users condemned his actions. 
Url: http://www.independent.co.uk/news/world/americas/drugs-arrest-facebook-live-police-florida-breon-hollings-22-years-old-video-caught-a7770766.html 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Police seize 60 assault rifles at Rio de Janeiro airport


Members of Rio de Janeiro's civil police display some seized rifled in Rio de Janeiro, Brazil, June 1, 2017. EFE/Marcelo Sayao

Rio de Janeiro, Jun 1 (EFE).- Police seized 60 assault rifles hidden in a cargo container at the Rio de Janeiro international airport, authorities said Thursday.
The shipment of swimming pool heaters dispatched from Miami also contained 45 AK47 rifles, 14 AR15's and one G3 rifle, all heavy caliber military weapons.
In Brazil, the weapons hidden in the shipment are considered war materiel and their use is exclusively reserved for the armed forces.
This is the largest seizure of this kind of weapons in a single operation in the last 10 years in Rio, where there are ongoing armed clashes among bands of gunmen vying for control over illegal drug sales points.
Participating in the operation conducted at the airport's cargo terminal, which resulted in the arrests of four people, were agents from the Rio de Janeiro state police's special unit dealing with munitions and explosives.
The seizure was made possible thanks to a year-long investigation and information obtained from court-ordered wiretaps of telephone calls.
The investigation began with the confiscation of a weapon used in the murder of a police officer in Sao Gonzalo, a municipality in greater Rio. Police were able to trace the serial number of the weapon to determine its origin.
With Thursday's seizure, police have confiscated 250 assault rifles within the past 5 months in Rio de Janeiro.
Assault rifles are the weapons preferred by drug trafficking gangs that control several of Rio's main shantytowns, or "favelas," since they enable them to attack the police from the positions they occupy on the crests of hills within the slums.
Murders in Rio totaled 7,699 in 2007, but - with the government's aggressive plan to "pacify" the favelas and drive out the drug gangs - the number of killings fell to 4,666 in 2012, although they resurged to 6,248 last year. EFE
Source: http://www.worldnewsenespanol.com/

terça-feira, 30 de maio de 2017

Facebook: o que acontece com perfis de quem morre?


Fonte da imagem: http://images.csmonitor.com
Na Alemanha, pais de uma adolescente tentam na Justiça acesso à conta da filha morta. Processo aberto em tribunal berlinense chama atenção para o problema da herança digital de usuários de mídias sociais.Uma mãe em Berlim enfrenta há vários anos uma batalha judicial para saber mais sobre a morte da filha adolescente. Ela tenta na Justiça obter acesso à conta no Facebook dela, morta em 2012, aos 15 anos, em circunstâncias obscuras.
A adolescente morreu há cinco anos no metrô de Berlim, ao ser atropelada por um trem na entrada da estação. Até hoje, os pais não sabem se o que ocorreu foi um suicídio. Para obter mais indícios, eles querem ter acesso às postagens e mensagens que sua filha publicou. A questão é se os pais herdariam as contas digitais exatamente como herdam os bens analógicos da filha.
Em julgamento em primeira instância, em dezembro de 2015, os juízes decidiram a favor dos pais e ordenaram que o Facebook lhes desse acesso à conta. Os juízes consideraram que bens analógicos e digitais devem ser tratados da mesma forma. Caso contrário, isso levaria ao paradoxo de que "cartas e diários sejam herdáveis independentemente de seu conteúdo, mas e-mails e mensagens privadas no Facebook, não".
Eles argumentaram que dar acesso aos pais não violaria os direitos pessoais da filha, já que os pais têm permissão para saber o conteúdo do que seus filhos ainda menores de idade comunicam na internet.

Herança na era da mídia social

Mas o Facebook apelou da decisão. Representantes da rede social americana argumentam que isso também afetaria outros usuários que trocaram mensagens com a garota partindo do princípio de que elas seriam privadas.
"Posso entender os desejos de uma família de ter acesso à conta depois que o dono da conta morreu", diz Elke Brucker-Kley, professora de gerenciamento de serviços de TI da ZHAW School of Management and Law de Zurique, na Suíça. "A outra questão é se o operador da plataforma ou o prestador de serviços têm direito a conceder esse acesso. A pessoa morta pode ter tido um círculo de amigos em uma rede social como o Facebook, e essas pessoas compartilharam seus dados com o falecido, mas não com os parentes dele."
A questão do que acontece com nosso legado digital está se tornando cada vez mais importante. Os usuários ávidos do Facebook podem ter milhares de fotos e vídeos salvos em seu nome, alguns dos quais foram tirados por outras pessoas e não são salvos em nenhum lugar no computador da pessoa morta, ao qual a família poderia ter acesso.
O legado de mídia social de uma pessoa também inclui tuítes, atualizações de status e histórias do Instagram que vão desde um detalhamento de ocorrências cotidianas até comemoração eventos da vida, como o dia em que a pessoa recebeu a carta de aceitação da faculdade ou disse sim à proposta surpresa do seu namorado.
Alguns tópicos de mensagens no Facebook abrangem anos de uma amizade ou relacionamento. Eles são um documento detalhado mostrando o processo de duas pessoas se apaixonando ou se transformando de conhecidos a melhores amigos, compartilhando seus segredos mais profundos uns com os outros.

Contas tornadas memorial

O Facebook criou várias disposições destinadas a dar aos usuários o controle sobre suas mídias sociais após a morte. Uma opção é ter sua conta excluída permanentemente após a morte. Os usuários podem configurar isso com apenas alguns cliques a qualquer momento.
A escolha menos drástica à disposição dos usuários é optar que a conta seja mantida depois que eles morrem, como um memorial. Se um usuário escolhe esta opção, a palavra "em memória" aparecerá ao lado do nome da pessoa. Amigos e familiares podem compartilhar memórias na linha de tempo de uma conta transformada em memorial, e o conteúdo compartilhado do usuário permanecerá no Facebook.
A única coisa que mais fortemente distingue uma conta transformada em memorial da conta de uma pessoa viva: ninguém pode entrar mais nessa conta. Essa também é a questão no caso atualmente tratado na Justiça de Berlim.
Os pais da menina morta permitiram que ela criasse uma conta no Facebook quando ela tinha 14 anos, sob a condição de que ela compartilhasse sua senha com eles. Mas quando a mãe tentou entrar na conta depois que a filha morreu, ela já estava transformada em memorial e não podia mais ser acessada. Não se sabe quem pediu para a conta se tornar memorial.
Os usuários do Facebook também podem determinar um contato herdeiro, alguém que cuida de sua conta depois de ela ter sido transformada em memorial. Mas só as pessoas com mais de 18 anos podem fazer isso. No caso em questão, a menina morta em Berlim não tinha essa opção, pois era menor de idade.
De qualquer forma, isso não teria sido muito útil para a mãe, já que o que um contato herdeiro pode fazer é limitado. O Facebook afirma em sua página de ajuda que um contato herdeiro pode escrever uma publicação fixada no perfil da pessoa morta, por exemplo, "para compartilhar uma mensagem final em seu nome" ou dar "informações sobre um serviço de memorial", pode responder a novas solicitações de amizade e alterar a imagem do perfil ou a foto de capa.
O que um contato herdeiro não pode fazer: login na conta do usuário original e ler suas mensagens - é exatamente isso o que a mãe de Berlim está tentando ganhar o direito de fazer.
Um aplicativo do Facebook chamado If I Die permite que os usuários digitem uma última mensagem, que será exibida depois de eles morrerem. Naturalmente, isso só é relevante para os usuários que têm tempo e uma razão para pensar sobre suas últimas palavras e não para as pessoas que morrem de repente. Os usuários do aplicativo podem escrever um texto ou fazer upload de um pequeno vídeo. O aplicativo compartilhará o conteúdo no Facebook após três administradores previamente escolhidos pelo usuário terem confirmado a morte.
Quaisquer ações para proteger um legado digital só funcionam, é claro, se um usuário tiver tomado as medidas necessárias para ativá-las. E não há muitos jovens dispostos a fazer isso, segundo Brucker-Kley. "Aqueles usuários que têm um legado digital significativo nem sempre são aqueles que pensam muito sobre sua mortalidade", pondera a especialista. "Um legado digital não costuma estar no topo da lista deles."
Url da matéria: https://www.terra.com.br/noticias/facebook-o-que-acontece-com-perfis-de-quem-morre,d9aeaa4b9538884dc80ec036599de3ddsr4ccudr.html

quarta-feira, 24 de maio de 2017

.223 Remington vs 5,56 X 45 mm: O que você não sabe poderia te machucar


Fonte da imagem: http://weaponsman.com

por Bob Owens
(tradução e adaptação Israel Pereira Coutinho*)

É perigoso atirar com munição calibre 5,56 x 45 mm em um AR15 com câmara  .223 Remington? Ou os fóruns de Internet e a as empresas que comercializam munições estão superestimando os perigos? Acredite ou não, existe um perigo real, e alguns proprietários de armas que pensam que estão fazendo a coisa certa podem estar correndo risco.

Os cartuchos

Os cartuchos .223 Remington (também chamado de .223 Rem ou simplesmente .223) e 5,56 × 45 mm (também chamado de 5,56 OTAN, 5,56 NATO, 5,56 Militar ou simplesmente 5,56) são muito semelhantes, e externamente parecem os mesmos. Mas há algumas diferenças que não são visíveis num exame superficial.
O cartucho do 5,56 x 45 mm, por exemplo, têm paredes mais grossas para suportar pressões mais altas, o que significa que o volume interior deste cartucho é menor do que o de um cartucho de .223 Remington. Isso alterará os dados de carregamento usados ​​ao recarregar cápsulas de 5,56 com especificações do .223.
Algumas cargas de 5,56 têm um comprimento total ligeiramente mais longo do que as cargas comerciais de .223.

As câmaras

A diferença significativa entre os 223 Rem e 5,56 NATO reside nos fuzis, e não nos cartuchos. Tanto o .223 e 5,56 têm fuzis com câmara projetados para qualquer dos cartuchos, mas o componente crítico, o leade, será diferente em cada fuzil.
O leade é o espaço localizado entre o fim da câmara e o início do raiamento do cano . Isto é, a porção onde o projétil da munição intacta está localizado quando um cartucho está na câmara. O leade é frequentemente chamado de "garganta".
Em um fuzil .223 Remington, o leade será 0,085 ". Este é o padrão descrito pelo Sporting Arms and Ammunition Manufacturers’ Institute, Inc. (SAAMI). O leade em um fuzil 5,56 x 45 mm (especificação de OTAN) é 0.162 ", ou seja, quase o dobro em relação ao .223.
Um leade mais curto em um fuzil de especificação SAAMI cria uma situação em que um projétil 5,56 x 45 mm, quando introduzido na câmara, pode entrar em contato com o raiamento antes de ser disparado. Por ter contato com o raiamento prematuramente ,  a pressão na câmara pode ser elevada dramaticamente, no momento do disparo, criando o perigo de uma ruptura da cápsula ou outra falha de munição ou da arma.
Ao contrário, não há risco ao se disparar um cartucho .223 Remington em uma arma 5,56 X 45 mm. O leade é mais longo, assim haverá uma perda ligeira na velocidade e na precisão, mas não há um perigo de pressões elevadas e de alguma falha grave.
Qual seria o risco de se disparar munições 5,56 X 45 mm em armas .223 Remington? É tão perigoso que o SAAMI lista munições militares em 5,56 X 45 mm para não serem usadas em armas de fogo calibre .223 Remington, no folheto intitulado "Insegura Combinação Arma de Fogo-Munição".
A ATK, empresa-mãe dos fabricantes de munições Federal Cartridge Company e Speer, publicou um boletim intitulado "A diferença entre .223 Remington e cartuchos militares 5,56 X 45 mm." Neste boletim, ATK afirmou que ao usar munição 5,56 X 45 mm em um fuzil .223 Remington poderia resultar em ... vazamentos de gás pelo bolso da espoleta, explosão da cabeça do cartucho e problemas de funcionamento da arma".
No entanto, o perigo pode ser menor do que SAAMI ou ATK propõem. Na Nota Técnica nº 74 da ArmaLite, a empresa afirma que "milhões de munições da OTAN foram disparadas com segurança nas câmaras da Eagle Arms e ArmaLite's® com especificações SAAMI nos últimos 22 anos", e não tiveram falhas catastróficas.

imagens: Internet/edição: Israel Coutinho

De acordo com ArmaLite:

"Ocasionalmente, uma munição não padronizada (geralmente importada) se encaixa de maneira muito justa no leade, e a resistência ao movimento precoce do projétil pode causar elevadas pressões na câmara. Essas pressões são percebidas nas espoletas excessivamente achatadas ou nas manchas de pólvora em torno da espoleta em razão do vazamento de gases da combustão ".

O que você tem?

Assim, se você possui um fuzil seja com câmara .223, seja com câmara 5,56;  você sabe para qual calibre é realmente foi feita a câmara?
Muitos fuzis de precisão são fabricados em .223 Remington (especificações da SAAMI) para tolerâncias mais justas e teoricamente, melhor precisão.
Muitos dos AR-15 atualmente vendidos no mercado são feitos para o cartucho 5,56 X 45 mm. Se você possui um destes, você vai se sair bem tanto com munições de  .223  Remington quanto munições de 5,56 X 45 mm.

No entanto, ATK deixou cair esta bomba no boletim do .223 / 5,56:

"É nosso entendimento que os fuzis AR15 e M16, comercialmente disponíveis - embora alguns estejam estampados 5,56 Rem no receptáculo - são fabricados com câmaras .223 ".
Assim, mesmo que seu AR esteja estampado 5,56, será que realmente é? Verifique o manual do proprietário ou ligue diretamente para a empresa e certifique-se de obter uma resposta que te deixe tranquilo.
Como se a confusão em relação às câmaras .223 vs 5,56 não fosse suficiente, há uma terceira possibilidade na mistura, que está sendo usada por pelo menos um dos grandes fabricante. A câmara .223 Wylde é uma câmara modificada das especificações .223 SAAMI que permite o uso seguro de munições 5,56 X 45 mm, mas mantém tolerâncias mais justas para uma melhor precisão.

Sim, sim ... Qual é conclusão?

Aqui está a conclusão. Se você quiser seguir seu curso o mais seguro possível, sempre atire com munição .223 Remington. O cartucho .223 Remington será disparado com segurança em qualquer fuzil com câmara para o .223 ou 5,56.
Se você quiser atirar com munição 5,56 X 45 mm, certifique-se de ter um fuzil projetado para o cartucho 5,56 militar. Atirar com 5,56 em um fuzil normal  .223 Remington pode não resultar em coisa boa.

url da matéria: https://bearingarms.com/bob-o/2011/02/15/223-remington-vs-556-nato-what-you-dont-know-could-hurt-you/

*Israel Pereira Coutinho é Professor de Armamento e Tiro da Academia de Polícia do Estado de São Paulo e Membro da National Rifle Association

terça-feira, 23 de maio de 2017

Ariana Grande Attack Aftermath: How Vulnerable Is the U.K. to Extremism?


image source: Internet
Joseph Hincks
At least 22 people have been killed and around 59 injured after a suicide bomb attack at Monday night's Ariana Grande concert at the Manchester Arena, a 21,000 capacity concert venue in the U.K.'s third most populous city.
Greater Manchester Police chief constable Ian Hopkins said police believe the attacker was a lone wolf who died at the scene, although they are trying to establish if the attacker was part of a network. No organization has yet claimed responsibility or involvement in the atrocity, but there are good reasons to fear the operations of terror groups, and self-radicalized, religiously inspired lone wolves in the U.K.

1. Approximately 850 Britons have joined jihadist organizations in Syria and Iraq

In August 2014 British Prime Minister Theresa May, who was at the time Home Secretary, raised the U.K's terror threat level to 'severe' meaning that an attack was highly likely. The severe threat level—one below 'critical', which signifies an imminent attack—was raised in response to warnings of threats posed by British jihadists returning from fighting in Syria and Iraq.
British intelligence agencies estimate that approximately 850 people from the U.K. travelled to Syria and Iraq to fight for or support jihadist organizations there. As of February this year about half had returned, the BBC reports. By March, security officials said they were preparing for the return of hundreds more fighters as ISIS loses territory. The group's stronghold cities of Mosul in Iraq and Raqqa in Northern Syria are both expected to fall this summer.
“It is possible they are going to return indoctrinated, deeply dangerous and damaged," one government source told The Guardian.

2. Terrorists have attempted to attack Manchester before

In November 2015, a New York City judge jailed Pakistan national Abid Naseer for 40 years after he was convicted of plotting mass suicide bomb attacks in Manchester in 2009.
Naseer, 29—who was extradited to the U.S. for trial—was arrested after intelligence services intercepted communications that suggested he was two days away from carrying out an attack at Manchester’s Arndale shopping center on a busy Easter weekend, the Manchester Evening News reports.
The plot involved a car bomb attack next to the shopping center, with subsequent suicide bombings at separate locations targeting those fleeing the initial blast. Nine other Pakistani nationals in the U.K. cities of Liverpool and Manchester were arrested along with Naseer.

3. British police are constantly anticipating an terrorist attack

Britain's most senior counter terrorism officer Mark Rowley said in March this year that the U.K. had thwarted 13 terror attacks since the murder of Lee Rigby, a solider hacked to death on the streets of southeast London in 2013. Some of those attacks, Rowley said, would have been on the scale of those carried out in Paris in 2015 and Brussels in 2016.
While U.K. intelligence services have a strong record of anticipating terrorist attacks—garnered in part through experience dealing with the Irish Republican Army (IRA) during the 1970s to 1990s—some are always expected to slip the net. Former Metropolitan Police Commissioner Sir Bernard Hogan-Howe wrote in August last year that it was a question "of when not if" an attack in Britain would occur.
This March, Britain Khalid Masood drove a car into pedestrians near the U.K. Parliament before stabbing a police officer in an attack that left five people dead, including himself. Last month, another attack near Parliament was thwarted after armed police swooped on a man carrying knives.If confirmed as a terrorist attack, Monday night's bombing would be the deadliest in Britain since four suicide bombers killed 52 people in coordinated attacks on London's transport system in July 2005.
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Caminhão com carga de maconha e arsenal é apreendido em Teodoro Sampaio

Pistolas, fuzis e metralhadoras de calibre .50 estavam em um fundo falso do veículo. Produtos seriam levados para o Rio de Janeiro (RJ).

Armas, drogas e munições estavam em um fundo falso de um caminhão (Foto: Polícia Civil/Cedida)
Por G1 Presidente Prudente
Um caminhão carregado com mais de quatro toneladas de maconha, fuzis e várias munições foi apreendido na noite desta terça-feira (16), em Teodoro Sampaio. A apreensão foi feita pelas polícias civis local e do Mato Grosso do Sul e pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) de Cascavel (PR), com o apoio da Polícia Militar. O caminhão, que havia saído de de Amambai (MS), seguia para o Rio de Janeiro (RJ).
Os produtos estavam em um fundo falso do veículo, que possui placas de Londrina (PR). Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos 4.619 quilos de maconha, 31 pistolas, mais de 17 mil munições e acessórios para armas.
Conforme a Polícia Militar, também foram localizados três fuzis 7.62, quatro fuzis 5.56 e duas metralhadoras de calibre .50 equipadas com lunetas.
O Denarc de Cascavel informou à Polícia Civil de Teodoro Sampaio que o caminhão passaria pela cidade. Equipes da corporação realizaram a abordagem ao veículo na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), na entrada da cidade, segundo a Polícia Civil.
De acordo com as informações da Polícia Militar, em vistoria no caminhão, que estava com sua carroceria de tanque de combustível vazia, houve a suspeita de paredes falsas, sendo conduzido o veículo para a delegacia, onde foi solicitado apoio do Corpo de Bombeiros para abrir a lataria nos pontos suspeitos.
Após a abertura da lataria, foram encontrados os produtos. Conforme a PM, além dos fuzis e pistolas, também foram encontrados no veículo um revólver de calibre 38, 17.435 cartuchos de diversos calibres, entre .50, 5.56, 7.62 e 9 milímetos, .40; 25 seletores de rajadas, três carregadores do tipo caracol, sendo um de calibre 9 milímetos, um de duplo calibre 5.56 com capacidade para 100 cartuchos e outro simples de calibre 5.56 com capacidade para 45 cartuchos; 20 carregadores das armas .50, 7.62, e 5.56; 22 frascos de lança-perfume; e a carga de maconha.
O motorista de 54 anos, que conduzia o caminhão, é de Cascavel (PR) e foi preso em flagrante por tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito, segundo a Polícia Civil. Após prestar depoimento na delegacia de Teodoro Sampaio, ele será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá.
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